sexta-feira, 8 de abril de 2011
UM NOVO CREDO – por Frei Betto
sexta-feira, 11 de março de 2011
AUTORIZAÇÃO AMBIENTAL DE FUNCIONAMENTO (DN COPAM 74/2004) E VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA PREVENÇÃO: UMA INCONSTITUCIONALIDADE FLAGRANTE E PERIGOSA, por Marcos Paulo de Souza Miranda (*)
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
O preço de não escutar a natureza, por Leonardo Boff
Estamos pagando alto preço pelo nosso descaso e pela dizimação da mata atlântica que equilibrava o regime das chuvas. O que se impõe agora é escutar a natureza e fazer obras preventivas que respeitem o modo de ser de cada encosta, de cada vale e de cada rio.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
"Deus Perdoa. A Natureza, não"
O artigo abaixo, do jornalista Ricardo Kotscho, pinçado da Revista Carta Capital on line, reforça essa tese. E ajuda a compreender o que as cenas fortes e angustiantes da semana, especialmente na região serrana do Estado do Rio, ilustram sem alguma explicação que possa nos resignar...
Nísio Miranda.
A tragédia do Rio: terra em colapso, por Ricardo Kotscho
Posted By Balaio do Kotscho On 13 de janeiro de 2011 @ 10:11 In Destaques CartaCapital |
O homem abusou da natureza, foi longe demais nas suas ambições e na sua irresponsabilidade, e a natureza está se vingando
SÃO SEBASTIÃO _ Estou vendo agora no Jornal Nacional as terríveis imagens da tragédia na Região Serrana do Rio. De tudo o que foi mostrado de mais chocante na caudalosa e competente cobertura da TV Globo, ficaram na minha cabeça as palavras balbuciadas por um menino flagelado: “Parece que o mundo está acabando…”
É exatamente isto o que sinto faz algum tempo. O homem abusou da natureza, foi longe demais nas suas ambições e na sua irresponsabilidade, e a natureza está se vingando. Foi ontem, em São Paulo; hoje, no Rio; dias atrás, nas enchentes na Austrália, nas torrentes de neve nos Estados Unidos e na Europa. Cada hora num lugar, a terra está entrando em colapso.
Nas ruas das grandes cidades cada vez mais congestionadas de automóveis ou nos aeroportos superlotados de gente mundo afora, nos espigões que brotam sem parar onde antes conviviam pequenas casas geminadas, parece que o mundo ficou pequeno para tanta gente, tantas máquinas, tanto consumo, e não suporta mais carregar este peso. Agora, não adianta procurar culpados, acusar governantes, reclamar da falta de planejamento urbano e de cuidados com o meio ambiente. Já foi.
Somos todos responsáveis, somos todos vítimas. É uma estupidez querer fulanizar, partidarizar ou politizar as tragédias que se multiplicam pelo Brasil e pelo resto do planeta. Nesta quarta-feira, por uma ironia do destino, foi lembrado no mundo todo o terremoto que abalou um ano atrás o pobre Haiti, transformado num grande acampamento de miseráveis sobreviventes.
Na rica região de Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, o belíssimo cenário europeu das terras cariocas, que quase foi varrido do mapa pelas águas, vimos o que pode acontecer a qualquer hora, em qualquer lugar, independentemente da condição social dos moradores, se cada um de nós não for capaz de perceber o perigo que estamos todos correndo, e fizer alguma coisa para evitar novas tragédias.
Não sei se foi por alguma premonição. Mas, no no último post que escrevi no ano passado, alguns de vocês devem se lembrar, sugeri aqui mesmo no Balaio que a gente fizesse de 2011 o “Ano Menos”, baixando um pouco a bola para podermos continuar jogando.
Resta saber o que é possível fazer e se ainda dá tempo.
Article printed from CartaCapital: http://www.cartacapital.com.br
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
2011: Vamos fazer o melhor novamente!
Espero ter mais tempo para este nosso espaço, para compartilhar com os que conosco caminham todas as boas novas que a nós vierem!
Pelo bem e a perpetuação da Vida: a que é e a que será!
Feliz e profícuo Ano Novo para todos nós!
Nísio Miranda.
sábado, 6 de novembro de 2010
Salão do Automóvel: O Diabo reza Ave Maria
(www.envolverde.com.br)
As preocupações com a sustentabilidade sobem ao palco de um dos templos da indústria automobilística mundial, o Salão do Automóvel. Mas o vilão da história, o combustível fóssil, ainda tem quilômetros de vantagem.
O 26º Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, que acontece até o dia 7 de novembro, no Anhembi, apresentou as últimas novidades da indústria automobilística na tentativa de tornar o carro um produto mais sustentável. A abordagem das montadoras tem acompanhado as tendências mundiais no que se refere à responsabilidade social, isto é, elas começam a se preocupar com os impactos do carro em todo o seu ciclo de vida. Algumas avançam para uma ação integrada de sustentabilidade, baseadas no princípio do triple bottom line. Entre elas, Renaut e Toyota dedicaram mais espaço para suas ações sociais e ambientais.
A Renaut, por exemplo, lançou no Salão o Instituto Renaut do Brasil, que passará a ser responsável por todas as ações de responsabilidade social da empresa. O evento contou com a presença da diretora mundial de responsabilidade social do grupo francês, Claire Martin. O Instituto Renault atuará em quatro frentes principais: educação, sustentabilidade ambiental e mobilidade, segurança no trânsito e desenvolvimento social, por meio de ações planejadas, que acontecerão, inicialmente, no entorno onde a Renault atua, ou seja, nas cidades de São José dos Pinhais, Jundiaí e São Paulo.
O novo Instituto herdará projetos da empresa que já estão em andamento, como o “Árvore dos Sapatos”, que atende cerca de 200 crianças por mês, incentivando o hábito da leitura por meio de contadores de histórias; o “Renault Solidária”, em parceria com a Associação Borda Viva, que visa a formação profissional de jovens da comunidade; o Renault Experience que oferece aos estudantes informações detalhadas de todo o processo que envolve a criação, a produção e a venda de um automóvel; o projeto Segurança no Trânsito, que estimula as práticas de direção segura; e projetos na área de desenvolvimento social, em parceria com a Associação Borda Viva.
A Toyota também dedicou um espaço para mostrar suas iniciativas sociais e ambientais, desenvolvidas através da Fundação Toyota do Brasil, criada em 2009 para gerir ações como o “Projeto Arara Azul”, com sede no Pantanal sul-mato-grossense, que monitora aproximadamente 3 mil aves, espalhados por 47 fazendas da região, e o projeto “Toyota e a Mata Atlântica”, criado para atuar nas áreas de Reflorestamento, preservação de áreas ameaçadas, educação ambiental, sensibilização e multiplicação e no incentivo ao programa de voluntariado Amigos da Mata Atlântica, em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica.
Mas a grande vedete desta edição do Salão do Automóvel é a tecnologia. Com o computador a bordo, os dispositivos eletrônicos avançam sobre todas as partes do carro, do para-choque dianteiro ao traseiro, e, como não poderia deixar de ser, tem papel fundamental na tentativa de reduzir os impactos ambientais dos automóveis. A maioria das grandes montadoras apresentaram inovações tecnológicas com esse objetivo, entre elas, carros ou protótipos exclusivamente movidos a energia elétrica, soluções eletrônicas de redução de consumo e emissões, modelos hibridos e carros-conceitos, que utilizam hidrogênio como combustível. Sem falar no uso de materiais alternativos, recicláveis, como o alumínio e o plástico.
A maioria das inovações “verdes”, no entanto, concentram-se nos carros mais populares. O uso exclusivo de energia elétrica, por exemplo, gera veículos compactos e leves, capazes de alcançar velocidades em torno de 100 km/h, como o FT-EV da Toyota, que mede menos de três metros e pode levar até quatro passageiros, com autonomia de 80 km. É o caso também do carro-conceito elétrico da Honda, o EV-N, que tem como diferencial um painel solar no teto, que ajuda a carregar as baterias.
Outro carrinho elétrico compacto é o i-MiEV, da Mitsubishi, que já vem sendo produzido em série, no Japão. O veículo pode ser carregado em uma tomada de 110V ou 220V. Possui 64 cavalos, atinge velocidade máxima de 130km/h e tem autonomia de 160km. Entre os equipamentos, vale destacar o ar condicionado, navegador GPS, air bags, freios com ABS, direção elétrica, entre outros itens. A Nissan apresentou o Leaf, anunciado como o primeiro veículo 100% elétrico a ser comercializado em grande escala, com autonomia de 160 km. Está programado para chegar aos mercados norte-americano, japonês e em alguns países da Europa no início de 2011.
Os carros maiores apresentados até agora em geral são hibridos, isto é funcionam tanto com motor a combustão quanto com motor elétrico. Entre os que já estão sendo produzidos em série destacam-se o Fusion Hibrid, da Ford, que chega também ao mercado brasileiro. O carro funciona com um motor a gasolina 2.5 e outro elétrico acoplado com um gerador, integrados na transmissão, e uma bateria de níquel-metal. Com o motor elétrico, pode chegar a uma velocidade de 75 km/h. Para carregar a bateria, o hibrido da Ford utiliza um sistema de “freios é regenerativo”, que recupera energia desperdiçada na frenagem. É um carro que custa R$ 134 mil, mas promete um consumo médio de 13,1 km/l de gasolina, o que é semelhante ao consumo de um carro popular.
A Peugeot também apresentou um protótipo de carro híbrido, o RCZ Hybrid 4, que deve ser lançado na Europa no próximo ano. Tem um motor 2.0 L diesel de 165 cavalos, auxiliado por um movido a eletricidade, e tração nas quatro rodas. O motor a combustão fornecerá tração para as dianteiras e o propulsor elétrico dará energia para as traseiras. A Audi prepara o lançamento do A1 e-tron, que possui um motor elétrico na dianteira e outro a combustão na traseira. A GM não trouxe para São Paulo, mas desenvolveu nos EUA o hibrido Volt, cujos motores funcionam de forma alternada, com uma autonomia para o elétrico de até 80 quilômetros.
Mas, a rigor, o carro elétrico, mesmo o hibrido, ainda não chegou a um nível de eficiência capaz de credenciá-lo como um substituto para os carros a combustão. Nos EUA e Europa, por exemplo, consumir energia elétrica é apenas uma forma indireta de queimar combustível fóssil. No caso do Brasil, que tem a opção do etanol, um combustível que além de renovável reduz em pelo menos 50% o nível de emissões, as montadoras não são estimuladas a produzir o carro elétrico, tanto que a maioria delas vem desenvolvendo rapidamente motores bicombustíveis para lançar seus produtos no país, a exemplo da Kia, que lançou no Salão do Automóvel o Soulflex, uma versão bicombustível do Soul.
